Projecto Europeu EPSOS // European Project EPSOS

O projeto europeu epSOS – european patients Smart Open Services (http://www.epsos.eu/)

Iniciado em 2008, visa o desenvolvimento e entrada em exploração de um piloto alargado de troca transfronteiriça de informação de saúde no espaço Europeu. O projecto epSOS funciona, na prática, como uma prova de conceito e um percursor do suporte de tecnologias de informação e comunicação para a plena adoção da mobilidade dos cidadãos na Europa [1]. Portugal integra a extensão do projeto (2011-2013), que conta agora com 23 países envolvidos. Para além das autoridades nacionais de cada país, o epSOS conta com a forte participação da indústria e de centros de competência especializados, como é o caso de alguns centros universitários. Este projeto tem sido frequentemente apresentado como um caso de estudo em interoperabilidade em eSaúde, o que se deve, principalmente, à abrangência do piloto e dos objetivos políticos envolvidos, já que se trata de ligar toda a Europa. O resultado mais visível do projeto será um modelo de interoperabilidade, incluindo componentes tecnológicas, organizacionais e regulamentares, permitindo aos sistemas de saúde dos países envolvidos trocar informação online, e assim possibilitar a melhoria da prestação de cuidados de saúde garantindo a confidencialidade. A informação trocada não é o registo clínico completo do utente, mas um subconjunto (um sumário) pertinente para a continuidade de cuidados, especialmente em cuidados agudos. Os novos serviços criados no epSOS entraram já em exploração em vários países (desde Abril de 2012), sendo possível (ainda num conjunto limitado de locais) a um médico que recebe um utente de um país parceiro, visualizar a sua informação clínica, obtida de forma eletrónica desde o país de origem.

http://issuu.com/esaudemagazine/docs/esaude_02/19 

(Excerto / eSaúde 02) 

Autores: Lília Marques e Ilidio Oliveira

Plataforma de Dados de Saúde // Health Record Platform

A partilha de informação de saúde já é uma realidade

A partilha de informação entre organizações prestadoras de cuidados de saúde, e entre estas e o utente, traduz-se em benefícios a vários níveis de entre os quais se destacam, a segurança para o utente, o apoio à boa prática clínica e a redução de custos por maximização de recursos de informação e conhecimento. A informação historicamente registada em múltiplos sistemas eletrónicos legados e atualmente em uso em todas as organizações de saúde em Portugal, constitui um manancial fundamental de dados de saúde sobre os portugueses, apesar de distribuída, heterogeneamente registada e colocando desafios sociotecnológicos no seu acesso. A disponibilização da plataforma de dados de saúde – PDS – que apresenta um somatório potencial de toda a informação já presentemente registada sobre o utente, em cada uma das organizações isoladamente, traduz-se numa maior capacidade de gerar conhecimento sobre o caso em causa. A disponibilização de informação através de barreiras físicas e organizacionais tradicionais: cuidados saúde primários, hospitalares e dados de organizações privadas e convencionadas, apresenta elevado potencial no que diz respeito a diminuição de custos associados à obtenção da mesma informação por falta de acesso. Uma das áreas onde tal impacto poderá ser comprovado será a diminuição do recurso a determinados meios complementares de diagnósticos, mormente análises laboratoriais, ou outros. A Plataforma surge como um projeto no âmbito da Comissão de Informatização Clínica (CIC), constituída no dia 06/Dez/2011 por despacho do Sr. Secretário de Estado da Saúde Dr. Manuel Teixeira e teve desde o seu início dois grandes pilares de definição e implementação. A realidade nacional, composta por sistemas tecnologicamente e arquitecturalmente avançados bem como de sistemas com mais de duas décadas de existência e com arquiteturas fechadas com os quais a plataforma teria que interoperar de forma transparente para o utilizador, foi o fator base e fulcral de definição de todo o modelo tecnológico da plataforma. O outro pilar diz respeito às restrições de cariz financeiro com as quais a plataforma teria que ser concebida e implementada. No que diz respeito à segurança para o tratamento dos utentes, esse benefício traduz-se no facto de que os profissionais de saúde terão acesso a toda a informação disponível sobre o utente independentemente do local de registo da mesma. Essa situação traduz-se igualmente no apoio à boa prática clínica pois o contexto dessa prática ficará alicerçado num mais amplo e fidedigno conjunto de informação.

http://issuu.com/esaudemagazine/docs/esaude_02/7

(Excerto / Esaúde 02)

Autor: Diogo Reis

Seis Questões a… // Six Questions to… Henrique Martins

1. Considerando que as actividades de prestação de cuidados estão cada vez mais centradas no utente, existe alguma razão para que as entidades privadas, cooperativas e sociais não façam parte do ecossistema da PDS?

Na verdade não existe qualquer razão. Aliás as entidades fazem parte do ecossistema da PDS, só não estão ainda conectadas por 3 razões: 1º aguardamos resposta a um pedido nesse sentido realizado à CNPD; 2º nem todas utilizam o número do utente nos seus repositórios de bases de dados, o que é requisito funcional básico de conectividade e em 3º terá de ser observado o princípio da proporcionalidade de informação, ou seja, devem ser as instituições que do mesmo modo podem consumir informação do SNS, devem de igual forma criar valor para a PDS, com disponibilização de informação clínica de forma estruturada. Dando como exemplo os diagnósticos de saída num hospital público acabam sempre por ser codificados em ICD9-CM, e no universo dos privados o mesmo pode não acontecer, ou noutro exemplo a documentação local de alergias segundo o CPARA.

http://issuu.com/esaudemagazine/docs/esaude_02/5

(Excerto / eSaúde 02) 

 

esaude02

Editorial 02

Consulte a edição online

ESAÚDE 02

Chegou o segundo número do eSaude. Um novo número do magazine é o primeiro indicador de que a aposta valeu a pena, de que acolhemos com entusiamo e reconhecimento todos os incentivos e críticas que nos dirigiram, permitindo reforçar a nossa convicção de que há espaço para o magazine eSaude.

No primeiro editorial instituímos que o eSaude seria um magazine de e para os profissionais que se ocupam e preocupam com os Sistemas de Informação na Saúde . E assim, fiéis a essa promessa, foi do “terreno” que colhemos todos os artigos que constituem o fundamental desta edição. Neste número são assim dados voz e espaço aos organismos centrais do Estado, para nos falarem sobre os seus projetos e para partilharem o que se faz e pensa ao nível das políticas governamentais. Neste número é também dado natural e abundante espaço à partilha da experiência e do conhecimento das pessoas e das instituições que no dia-a-dia fazem acontecer:, contribuindo para um melhor uso da informação da saúde, para a prestação de serviços de saúde mais informados, com mais de qualidade e desejavelmente mais seguros.

Neste espírito, a PDS (Plataforma de Dados de Saúde) é analisada no texto ‘6 perguntas a … Henrique Martins’, detalhada no artigo do Engº Diogo Reis. E é ainda olhada a dimensão europeia do tema, pela apresentação do estado do projeto epSOS., cuja vertente de segurança é tratada pelo Prof. Luís Antunes, que ocupa o ‘corner of speakers’ .

Iniciamos aqui um rubrica centrada nos ‘tutorials’ e, neste número, o Engº. Hugo Bastos apresenta-nos os detalhes do protocolo DICOM. Um olhar mais tecnológico complementa-se com uma abordagem à eficiência energética no uso das TIC, com a apresentação do sistema de monitorização centrado em NAGIOS — tendo por base o caso do Centro Hospitalar do Médio Ave — e com o primeiro de dois artigos sobre a utilização de soluções de Business Intelligence.

O Health Cluster de Portugal, instituição de referência também na área do eHealth, partilha connosco os projetos de inovação que está a dinamizar, enquanto que o espaço “profissionais de saúde e as TIC “ é justamente ocupado pelo Prof Abel Paiva que, entre variados temas, recorda a aventura que viveu com o desenvolvimento do SAPE

Por esta amostra, podemos afirmar que neste número fala-se do que está a acontecer, apresentando o ponto e o contraponto, pela voz e pela escrita dos dirigentes, dos profissionais de SI e de Saúde, dos quadros de empresas, dos académicos e da sociedade em geral… Como deve sempre ser e fazendo jus ao espírito fundador deste magazine. E com a expectativa reforçada de que nos próximos números possamos também contar com o seu contributo!