Carlos-Sousa

Maturidade do Processo Clínico Electrónico // Health Record Status

Fechar o Ciclo, Elevar o Padrão

Depois de alguns anos a participar em projectos de implementação de SI em Saúde, acompanhando ainda à distância, outros tantos projetos de colegas no setor publico e privado, julgo poder ser interessante discutir não tanto o percurso mas antes a maturidade alcançada e uma visão sobre o que poderíamos construir no curto-prazo.

Em primeiro lugar, referir que não me parece existir qualquer diferença na abordagem, nas soluções e nos outcomes, a este respeito, entre o sector público e privado. Em ambos, o driver será responder às mesmas questões, mesmo que em diferente percentagem de relevância ou interesse.

  • Como otimizar a operação para reduzir custos?
  • Como dinamizar o registo da atividade clínica, normalizar a sua estrutura de informação, constituindo verdadeiro significado?
  • Como aplicar NOC e demais guidelines, desmaterializando-as sob a interface do utilizador?
  • Como assegurar o apoio a decisões mais informadas e cuidados mais seguros?

Com exceção de um dos principais grupos privados, os demais terão baseado as suas decisões através da adoção de soluções consagradas no SNS, sem rutura pela inovação, perdendo talvez a mais-valia da tecnologia de sistemas de informação como elemento diferenciador para o serviço prestado. Mais recentemente, e com a estagnação das soluções propostas desde o seculo passado pelo Ministério da Saúde, o sector privado começa a demonstrar algum poder de iniciativa suficientemente diferenciado, revelando finalmente maior maturidade na adoção e gestão das TIC em Saúde.

(Excerto / eSaúde 04) 

Autor: Carlos Sousa