Carlos-Sousa

Maturidade do Processo Clínico Electrónico // Health Record Status

Fechar o Ciclo, Elevar o Padrão

Depois de alguns anos a participar em projectos de implementação de SI em Saúde, acompanhando ainda à distância, outros tantos projetos de colegas no setor publico e privado, julgo poder ser interessante discutir não tanto o percurso mas antes a maturidade alcançada e uma visão sobre o que poderíamos construir no curto-prazo.

Em primeiro lugar, referir que não me parece existir qualquer diferença na abordagem, nas soluções e nos outcomes, a este respeito, entre o sector público e privado. Em ambos, o driver será responder às mesmas questões, mesmo que em diferente percentagem de relevância ou interesse.

  • Como otimizar a operação para reduzir custos?
  • Como dinamizar o registo da atividade clínica, normalizar a sua estrutura de informação, constituindo verdadeiro significado?
  • Como aplicar NOC e demais guidelines, desmaterializando-as sob a interface do utilizador?
  • Como assegurar o apoio a decisões mais informadas e cuidados mais seguros?

Com exceção de um dos principais grupos privados, os demais terão baseado as suas decisões através da adoção de soluções consagradas no SNS, sem rutura pela inovação, perdendo talvez a mais-valia da tecnologia de sistemas de informação como elemento diferenciador para o serviço prestado. Mais recentemente, e com a estagnação das soluções propostas desde o seculo passado pelo Ministério da Saúde, o sector privado começa a demonstrar algum poder de iniciativa suficientemente diferenciado, revelando finalmente maior maturidade na adoção e gestão das TIC em Saúde.

(Excerto / eSaúde 04) 

Autor: Carlos Sousa

Projecto Europeu EPSOS // European Project EPSOS

O projeto europeu epSOS – european patients Smart Open Services (http://www.epsos.eu/)

Iniciado em 2008, visa o desenvolvimento e entrada em exploração de um piloto alargado de troca transfronteiriça de informação de saúde no espaço Europeu. O projecto epSOS funciona, na prática, como uma prova de conceito e um percursor do suporte de tecnologias de informação e comunicação para a plena adoção da mobilidade dos cidadãos na Europa [1]. Portugal integra a extensão do projeto (2011-2013), que conta agora com 23 países envolvidos. Para além das autoridades nacionais de cada país, o epSOS conta com a forte participação da indústria e de centros de competência especializados, como é o caso de alguns centros universitários. Este projeto tem sido frequentemente apresentado como um caso de estudo em interoperabilidade em eSaúde, o que se deve, principalmente, à abrangência do piloto e dos objetivos políticos envolvidos, já que se trata de ligar toda a Europa. O resultado mais visível do projeto será um modelo de interoperabilidade, incluindo componentes tecnológicas, organizacionais e regulamentares, permitindo aos sistemas de saúde dos países envolvidos trocar informação online, e assim possibilitar a melhoria da prestação de cuidados de saúde garantindo a confidencialidade. A informação trocada não é o registo clínico completo do utente, mas um subconjunto (um sumário) pertinente para a continuidade de cuidados, especialmente em cuidados agudos. Os novos serviços criados no epSOS entraram já em exploração em vários países (desde Abril de 2012), sendo possível (ainda num conjunto limitado de locais) a um médico que recebe um utente de um país parceiro, visualizar a sua informação clínica, obtida de forma eletrónica desde o país de origem.

http://issuu.com/esaudemagazine/docs/esaude_02/19 

(Excerto / eSaúde 02) 

Autores: Lília Marques e Ilidio Oliveira